ALMAS AFINS… Almas afins… Seres sem fim Nascidas assim… Vidas se cruzam Olhares abusam Palavras não usam Cabeças à roda… Paixão de sobra… Amor jamais cobra… Atores do destino… Apenas um pedido Leva-me contigo! Sociedade armada Família desarmada Alma nua vergada Sina traiçoeira Com sua cegueira Tormenta se abeira Porta estreita… Destino se aceita Na calceta desfeita Ela se foi… Tua alma dói… Afins só depois… Saudade bruta Guardada na gruta Lágrima labuta… Roda da vida Nova sina… Fé renascida… Almas afins… Histórias assim… Nunca terão fim. António Afonso 2016/03/15 ( Reservados direitos de autor –lei 50/2004)
Escrevi na pedra e chorei As águas do rio tempo Levaram meu reflexo … Distorcido pelas lágrimas Quero escoltar a corrente Mas ela se afasta sem dó Levando consigo… O reino dos meus sonhos Hoje lavei minha alma Nas águas sem rumo… Purificadas pelo tempo… Que outrora foi nosso… Neste rochedo te espero… Sem medo do futuro … Pelo leito da esperança Meu amor segue eterno Dá-me força… Faz de mim tua prece… Em busca do nos dois… Neste rio sagrado Este Danúbio… Que nasce do amor… Que cresce a cada dia E vai afluir ao coração Deixa-me… Fluir em ti… António Afonso 2016/11/13 (Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)