Avançar para o conteúdo principal

PERDIDO NA LUA...

Ando perdido na lua…
Falando sem nexo…
Rodeado de gente inquieta
Com o bruaá da minha alma

Não consigo descer…
Estranha terra, esta…
Sem ti ficou vazia…
Nas noites barulhentas…

Não ouço tua ausência
Na minha mente aluada…
Que descola aturdida…
Com o silêncio da tua voz

Deitado fico na noite…
Contemplando as estrelas…
Ficariam ofuscadas…
Com o brilho do teu ser…

Vivo num mar de emoções
Agitado pelas recordações
Como barcos a deriva…
Sem porto de abrigo…

Conto horas e dias…
Correndo que nem louco…
Para vencer o tempo
Que me resta para te ter…

Venci a dor…
Derrotei o medo…
Aprendi como sábio…
Que a paixão se transforma…

Fico na lua…
Projetando amor…
Para aquecer…
Os dias da tua vida…

António Afonso 2017/01/22
(Reservados direitos de autor- Lei 50/2004)

Comentários

Mensagens populares deste blogue

  ALMAS AFINS…     Almas afins… Seres sem fim Nascidas assim…   Vidas se cruzam Olhares abusam Palavras não usam   Cabeças à roda… Paixão de sobra… Amor jamais cobra…                     Atores do destino… Apenas um pedido Leva-me contigo!   Sociedade armada Família desarmada Alma nua vergada   Sina traiçoeira Com sua cegueira Tormenta se abeira   Porta estreita… Destino se aceita Na calceta desfeita   Ela se foi… Tua alma dói… Afins só depois…   Saudade bruta Guardada na gruta Lágrima labuta…   Roda da vida Nova sina… Fé renascida…   Almas afins… Histórias assim… Nunca terão fim.     António Afonso 2016/03/15     ( Reservados direitos de autor –lei 50/2004)

DANÇAR SOZINHO…

Não consigo deixar de dançar Desenho de António Afonso Na minha mente… Seduzido pelo bailar eterno Dos teus movimentos… Todas as noites… Questiono as estrelas Porque fui preterido E outro escolhido? No meu canto fiquei Imaginando-te bela… Eu sei que não sou mais Aquele que pinta tua tela… Sigo dançando sozinho Perguntando as estrelas… Se ainda continuas brilhando Para quem teu sorriso levou No meu canto fiquei… Quando o choro parou E outro secou tua lagrimas Para roubar teu brilho És promessa… De vida por cumprir… ÉS sonho proibido… Resplandecência do passado Não consigo deixar de dançar Na minha mente… Seduzido pela batida do teu coração Que ainda hoje sinto… Não quero continuar… A dançar sozinho… António Afonso 2016/11/08 (Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)